Home          Quero Anunciar          Mapa do Site          Fale Conosco  
Home      Quem Somos      Localização      Parceiros      Fale Conosco      Faça seu Cadastro
 
  Academias
  Açougues
  Agencias de Viagem
  Bares
  Bibliotecas e Livrarias
  Bordados
  Cabeleireiros
  Campos de Golfe
  Cartórios
  Casas de Cãmbio Interlagos
  Casas de Repouso
  Centros Automotivos
  Chocolaterias
  Churrascarias
  Clubes
  Consórcios
  Desumidificadores
  Docerias
  Escola de Wake
  Escolas de Tenis
  Escolas em Interlagos
  Escritórios Contábeis
  Espaço para Eventos
  Esquadrias de Alumínio
  Exame Médico admissional
  Exame Médico para motoristas
  Farmácias e Drogarias
  Floriculturas
  Gráficas
  Indústrias Eletronicas
  Jornais e Revistas
  Lanchonetes
  Locação de Quadras
  Locadoras de Carro
  Marcenarias
  Marinas
  Massagem e Estética
  Oficinas Mecânicas
  ONGs
  Óticas
  Padarias
  Paisagismo
  Parques
  Passeio de Barco
  PET SHOP
  Pizzarias
  Planos de Saúde
  Postos de abastecimento
  Publicações da região
  Remo e canoagem
  Restaurantes
  Seguros
  Serviços Públicos
  Shoppings
  Uniformes
  Universidade
 
  Inserir anúncio

  Imóveis
  Artigos esportivos
  Barcos
  Empregos
  Automóveis
  Máquinas e Equipamentos
  Artesanato
  Arte
  Cabeleireiros
 
  Náuticos
  Fórmula 1
  Automobilísticos
  Ciclísticos
  Musicais
  Esportivos
  Ambientais
  Teatro
  Populares
  Shows
  Diversos
  Festivais
  Infantis
  Educativos
 
  Do bairro
  Autódromo
  Represa Guarapiranga
  Travessia do Atlantico
 
  Notícias
  Turismo
  Meio Ambiente
  Sobre o Monumento aos Heróis da Travessia do Atlantico
  Autódromo
  Clubes
  São Paulo
  Brasil
 
  Deixar meu recado
Ver todos os recados
 
 
Encontre aqui:
 
HISTÓRIA

João Ribeiro de Barros - A Aventura

Hidroavião JAHU modelo Savóia Marchetti S55

Aos 26 anos de idade o Comandante João Ribeiro de Barros idealizou, organizou, financiou, comandou e executou o primeiro vôo que atravessou o Atlântico sem apoio marítimo, tendo como tripulantes o navegador Newton Draga, o co-piloto Arthur Cunha, substituído por João Negrão, e Vasco Cinquini, mecânico.

Em 1926 ele e o Mecânico Vasco Cinquini, que ele conhecera no Aeroclube de Campinas, partem para Gênova, na Itália para comprar com seus próprios recursos, um Hidroavião usado, o  Savoia Marchetti, modelo S55 que Barros reformou, fazendo alterações de aerodinamica, alguns reparos e o rebatiza com o nome de sua cidade natal - JAHÚ.

O reide - que não recebeu quaisquer tipos de ajuda, quer oficial ou de iniciativa particular ou empresarial - foi marcado por acontecimentos que o transformaram numa verdadeira epopéia, com episódios de perseguição, heroísmo, traição, sabotagem, doença, resignação, renúncia e coragem, competindo cultural, científica e economicamente com as maiores potências européias e americana da época. No entanto, nada iria impedir o sucesso da travessia.

No momento mais dramático e perigoso do vôo, à 2.400 Km do Brasil - quando o "JAHÚ" pousou junto a Ilha São Tiago (em Porto Praia), arquipélago de Cabo Verde, para abastecimento e reparos - o piloto auxiliar, zarpando para a Europa, procurou a imprensa para desmoralizar aquele que o havia contratado até o término do percurso. Suas declarações impulsivas ou distorcidas pela imprensa, causaram grande repercussão internacional, criando inclusive um problema diplomático, entre a Espanha e o Brasil.

Depois de constatar a presença de água, sabão caseiro e areia nos depósitos de combustível, o comandante Ribeiro de Barros resolve desmontar os motores do hidroavião, encontrando alí um pedaço de bronze no fundo do cárter do propulsor, corpo estranho ali colocado com o propósito deliberado de sabotar o conjunto mecânico e provocar a interrupção do vôo.

Todos esses fatos tornaram-se públicos e o governo brasileiro envia um telegrama ao comandante do "JAHÚ", em Porto Praia, ordenando-lhe que interrompesse o reide, encaixotasse o aparelho e retornasse ao Brasil.

Indignado com  o teor do texto e por não ter recebido nenhum apoio do governo, responde prontamente pela mesma via: "Exmo. Sr. Presidente. Cuide das obrigações de seu cargo e não se meta em assuntos dos quais Vossa Excelência nada entende e para os quais não foi chamado. Ass. Comandante Barros."

Face aos acontecimentos que amarguravam o jovem piloto, e num gesto admirável de renúncia, sua mãe, Margarida Ribeiro de Barros, compreendendo a angústia do filho e a ansiedade da alma brasileira, envia-lhe do Brasil um telegrama que passaria a fazer parte da História do "JAHÚ":

"... Aplaudimos tua atitude. Não desmontes o aparelho... Paralisação de reide será fracasso. Asas avião representam Bandeira Brasileira... Bênçãos de tua mãe, Margarida. "

Osório Ribeiro, irmão do aviador, contrata no Brasil um novo co-piloto, João Negrão, e segue com ele para Cabo Verde. Ao deparar com o comandante do "JAHÚ", magro, pálido e debilitado pela quarta crise consecutiva de malária, tamanhas adversidades e provações do irmão, não contém as lágrimas.

 

Dia 28 de abril de 1927 - Quatro e meia da madrugada.

A população da Ilha de São Tiago (Cabo Verde), acorda sobressaltada com o rugido ensurdecedor de 1.100 HPs (550 em cada motor) de potência a plena rotação, cuspindo fogo pelas 24 trompas de escape e tal qual um monstro enfurecido vai rasgando uma a uma as ondas para depois apoiar-se nas asas e alçar vôo. O "JAHÚ" contorna repetidas vezes a ilha, para ganhar altura, enquanto as luzes do povoado se acendem lá embaixo e vão ficando para trás...

Trazendo o manche em direção ao peito, Ribeiro de Barros grita aos companheiros: apaguem todas as luzes de bordo. Eu quero ver o Cruzeiro do Sul, mesmo que seja pela última vez.

E ajusta o nariz da aeronave rumo ao Brasil.

 

Onze horas de vôo.

Tempestade... ventos fortes sacodem o "JAHÚ".

A água gelada arremessada pelas hélices penetram a carlinga aberta, escorre em abundância pela blusa de couro, encharcando o macacão e botas do comandante Barros e se deposita no assoalho da cabina de comando.

Um forte estampido, seguido de um abalo na aeronave, põe em alerta a tripulação. O "JAHÚ" que demonstrara tanto vigor até aquele instante, começa a acusar sinais de cansaço. A hélice traseira sofrera uma avaria. Barros pede calma aos companheiros, enquanto reduz para 500 RPM o motor traseiro vagarosamente, testando a resposta do avião. Ato contínuo arremete para 1.500... 1.600... 1.700 as rotações do motor dianteiro. O avião encontra-se no limite da sustentação aerodinâmica, mas, o altímetro continua estável: 250 m de altura. A altitude média dessa histórica viagem foi de 300 metros, numa velocidade de 190 K/h - recorde absoluto por dez anos consecutivos.

O navegador que estava debruçado sobre a carta geográfica, mal podendo manipular régua e compasso, levanta o braço direito com o punho cerrado, esmurrando o espaço - num gesto ritual de vitória - e grita: atravessamos o Equador... Em seguida passa ao Barros, através do Negrão, um bilhete com as letras trêmulas - LAT 2 º. S.

Barros esboça um sorriso e anota no verso: "450 litros" e devolve ao Braga.

 

17 horas

O "JAHÚ" faz um pouso triunfal em águas brasileiras, na enseada Norte da ilha Fernando de Noronha.

Nos tanques, restavam ainda 250 litros de combustível, como atestou o comandante Nisbet, no navio Ângelo Toso, de bandeira italiana, que presenciou à distância a aterrissagem.

Foi a conquista da raça brasileira nos domínios do espaço, sendo esse feito reconhecido mundialmente na época e o aviador brasileiro recebeu condecorações, honrarias, diplomas e prêmios de inúmeros governos estrangeiros.

Dez anos depois do vitorioso vôo do "JAHÚ", a Liga Internacional dos Aviadores, sediada em Paris, na França, concede ao comandante Barros a mais importante de suas condecorações, o troféu Harmon, como prova de reconhecimento, ao mesmo tempo em que o nomeia para o cargo de vice-presidente da LIA.

No Brasil, as homenagens e manifestações de júbilo aos tripulantes do "JAHÚ" arrastaram-se por meses seguidos, conforme documentam as publicações da época.

Adendo Esclarecedor

Esse reide aéreo foi previsto para ser executado em três etapas distintas, embora toda sua extensão, de Gênova a Santo Amaro (SP), isto é, a ligação Europa-Brasil, sempre estivesse no programa.

1ª. Etapa: teve, principalmente, o escopo de "transportar" o hidroavião até a posição geográfica-terrestre – ao longo da costa africana, mais próximo possível do Brasil. Entretanto, essa foi a etapa mais complicada e mais demorada, com inúmeros problemas técnicos, provocados diretamente por algumas sabotagens com o visível intuito de impedir a realização do reide. Com muito sacrifício, foram sanadas as dificuldades, e o "JAHÚ" ficou pronto para seu principal objetivo.

2ª. Etapa: Esta, sim, foi a principal etapa de todo o empreendimento: a travessia do Oceano Atlântico, em vôo direto, sem escalas, e que foi plenamente efetuada, conforme descrição histórica e jornalística, divulgada na ocasião, em todo o mundo, que justifica o enorme acervo de troféus (medalhas, comendas, diplomas etc. ) oferecido ao Comandante João Ribeiro de Barros, como reconhecimento "oficial" dessa espetacular epopéia! O "Harmon Trofhée", ganho por ele, dez anos após o reide, foi exclusivamente em função desta etapa principal.

3ª. Etapa: De Fernando de Noronha a Santo Amaro (SP), com escalas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santo Amaro, constituiu-se apenas em atendimento às "Comissões de Festejos"e à consagração pública dos tripulantes. Eis porque alguns historiadores e enciclopedistas, ficaram com a imagem menos exata sobre o vôo do "JAHÚ", supondo que ele teria sido efetuado com inúmeras escalas!
 
 
Texto de Alex Rodrigues extraído do site www.promotur.com

 

 

     

 
 
 
Quem Somos      Localização      Parceiros      Fale Conosco Copyright © - Portal de Interlagos